O divórcio

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Se fosse uma espécie de mazela, o divórcio não seria a das mais chiques, como as que as novelas oferecem à população. Com certeza não seria um problema com rugas, que pode ser resolvido ao cuidado do botox. Não!, seria uma epidemia como a malária ou a tuberculose. Seria, como de fato o é, contagiante, pois é sugestivo; de fácil aceitação, pois é uma mentira como o são as fantasias que sua propaganda oferece.

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Descrição

Se fosse uma espécie de mazela, o divórcio não seria a das mais chiques, como as que as novelas oferecem à população. Com certeza não seria um problema com rugas, que pode ser resolvido ao cuidado do botox. Não!, seria uma epidemia como a malária ou a tuberculose. Seria, como de fato o é, contagiante, pois é sugestivo; de fácil aceitação, pois é uma mentira como o são as fantasias que sua propaganda oferece.

O problema do divórcio é importante e sério demais para ser deixado nas mãos dos especialistas brasileiros. Se quiséssemos eleger a maior obra musical do funk carioca ou decidir se um fuzil se parece ou não com um guarda-chuvas, deveríamos chamar os especialistas brasileiros, mas para o divórcio, o senso comum – aqui referido como razão – e a tradição de dois mil anos bastam!

E o que diz a razão? poderiam me perguntar. Vamos aos fatos que nesta obra são riquíssimos: em todos os países onde se introduziu a lei nefasta, sua ação foi sem dúvida destruidora. Por toda a parte, baixou a moralidade conjugal; diminuiu a natalidade; aumentou os abortos criminosos; multiplicaram-se os infanticídios, a prostituição; o adultério tornou-se parte do cotidiano; agravaram-se as infelicidades conjugais que terminam em loucura, morte precoce, nas covardias do suicídio, exaltou-se a anarquia da sexualidade com um triste cortejo de doenças venéreas e morais; a sociedade doméstica perdeu sua dignidade para degenerar em associações frívolas de egoísmos.

Por outro lado, a tradição e a Igreja, nos dizem que a indissolubilidade é a resposta. Mas, e os trágicos casos dos casamentos que não tem chances de dar certo, ficarão presos por conta deste laço? poderiam mais uma vez me perguntar. Ora, mutatis mutandis, deveríamos então proibir também o aborto já que ao menos uma pessoa morre em cada caso, ou então proibir as viagens aéreas por causa dos desastres infelizes. A rebeldia e o egoísmo de poucos indivíduos indispostos a mudar não pode ser a condenação de uma nação inteira.

Ficha Técnica:
ISBN: 9786590093967
Editora: Calvariae Editorial
Dimensões: 14 x 21 cm
Páginas: 320
Idioma: Português

Informação adicional

Peso 0.3 kg
Dimensões 14 × 21 × 0.3 cm